Publicado em 13 de agosto de 2026

No primeiro semestre de 2026, faturamento da indústria brasileira registra queda de 1%, aponta CNI

Compartilhe:

Apesar do crescimento de 0,8% registrado em junho, o faturamento da indústria de transformação encerrou o primeiro semestre de 2026 com queda de 1% em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O desempenho do setor também foi refletido na redução das horas trabalhadas na produção. Embora o indicador tenha avançado 0,2% em junho, o acumulado dos seis primeiros meses do ano apresentou retração de 1,1%.

A atividade industrial mais lenta também impactou a utilização da capacidade instalada das fábricas. Em junho, o índice caiu de 77,4% para 76,8%. No acumulado do semestre, a média ficou 1 ponto percentual abaixo da registrada no mesmo período de 2025.

De acordo com a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Larissa Nocko, o desempenho do setor é consequência de fatores como as taxas de juros elevadas, o aumento dos custos de produção e o crescimento das importações.

Segundo ela, a combinação desses fatores dificulta o repasse dos custos aos consumidores e reduz as margens de lucro das empresas.

O mercado de trabalho industrial apresentou resultados divergentes. O emprego cresceu 0,2% em junho, mas acumulou queda de 0,6% no primeiro semestre. Em contrapartida, a massa salarial aumentou 0,8% no período, enquanto o rendimento médio dos trabalhadores registrou alta de 1,4%.

Os dados indicam que a indústria brasileira segue enfrentando dificuldades para retomar um ritmo mais consistente de crescimento.

Ultimas notícias

Construção civil gera mais de 200 mil empregos com carteira assinada em 2026

NR-1: STF prorroga por mais 90 dias a suspensão de multas sobre riscos psicossociais

Redução da jornada de trabalho pode exigir quase 300 mil novos trabalhadores na construção

CNI: intenção de investir da indústria é a menor em seis anos

Mesmo com nova queda da Selic, juros elevados ainda desafiam a construção, avalia CBIC Corpo: