A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) avaliou positivamente a redução da taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano, anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) — a quinta queda consecutiva da taxa básica de juros.
Apesar disso, a entidade alertou que o patamar continua elevado, criando obstáculos para o setor produtivo e limitando a expansão do crédito e dos investimentos.
“Recebemos de forma positiva mais uma redução da Selic, mas é importante observar que a taxa permanece em um patamar muito elevado”, declarou Eduardo Aroeira Almeida, presidente da CBIC. Ele ressaltou que os juros em dois dígitos desde 2022 representam um desafio significativo, particularmente para a construção, setor que trabalha com projetos de longo prazo e depende de crédito e previsibilidade.
A economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, apontou que a redução ocorre em um cenário de desaceleração econômica no Brasil. Segundo ela, a construção civil cresceu 2,8% no primeiro trimestre de 2026, mas recuou 0,4% no segundo trimestre, acumulando alta de 1,1% no primeiro semestre.
“Os dados mostram que a construção perdeu dinamismo no segundo trimestre”, afirmou Vasconcelos, destacando que os juros elevados prejudicam decisões sobre novos projetos e investimentos futuros.
A Sondagem da Indústria da Construção, feita pela CNI em parceria com a CBIC, identificou as taxas de juros como o principal problema enfrentado pelo setor, segundo os próprios empresários.