Publicado em 18 de agosto de 2026

Confiança da indústria sobe em agosto, mas setor completa 20 meses de pessimismo

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Gráfico de barras e linha ascendente representando indicadores econômicos

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), subiu 1,9 ponto em agosto e alcançou 46,3 pontos. A alta, porém, não muda o quadro de fundo: o indicador segue abaixo dos 50 pontos pelo 20º mês consecutivo.

O que significa a linha dos 50 pontos

O ICEI varia de 0 a 100. A marca de 50 pontos é a fronteira que separa confiança de falta de confiança: acima dela, predomina o otimismo entre os empresários; abaixo, o pessimismo. Aos 46,3 pontos, a indústria brasileira permanece no campo negativo há um ano e oito meses.

Percepção do presente e expectativa para o futuro

O índice se divide em dois componentes, e ambos avançaram em agosto:

  • Condições atuais: 42,7 pontos, alta de 1,1 ponto. É a leitura mais pessimista das duas — mostra que o empresariado avalia o momento presente como pior do que o período anterior.
  • Expectativas: 48,1 pontos, alta de 2,3 pontos. Mais próximo da linha de corte, sinaliza uma perspectiva menos negativa para os próximos meses.

“Cinco quedas e duas altas” no ano

Para Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, o resultado de agosto não representa mudança de tendência.

“O ICEI vem oscilando ao longo de 2026. De janeiro a agosto, foram cinco quedas e duas altas, mas é importante dizer que o atual patamar está abaixo do observado no início do ano”, afirmou.

Como a pesquisa foi feita

O levantamento ouviu 1.117 empresas entre os dias 3 e 7 de agosto de 2026, distribuídas em três portes:

  • 453 pequenas empresas
  • 406 médias empresas
  • 258 grandes empresas

Por que o índice interessa à construção

O ICEI funciona como termômetro antecedente da atividade industrial. Confiança em baixa costuma se traduzir em cautela na contratação, no lançamento de novos empreendimentos e, sobretudo, na decisão de investir — variáveis que afetam diretamente a cadeia da construção civil, do fornecimento de insumos à execução de obras. A melhora nas expectativas, ainda que insuficiente para virar o jogo, é o dado que o setor costuma acompanhar com mais atenção.

Com informações da CBIC e da CNI.

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