A construção civil respondeu por 21,67% de todas as vagas formais criadas no Brasil em julho. Segundo dados do Novo Caged divulgados pela CBIC, o setor abriu 12.691 postos no mês, de um saldo nacional de 58.568 vagas.
Segundo lugar entre todos os setores
A construção ficou atrás apenas de Serviços, que somou 24.098 vagas — um desempenho relevante considerando o peso relativo de cada setor na economia.
Onde as vagas apareceram
A abertura por segmento em julho mostra a infraestrutura na liderança:
- Obras de Infraestrutura: 7.087 vagas
- Serviços Especializados para Construção: 4.253 vagas
- Construção de Edifícios: 1.351 vagas
O estoque total de trabalhadores formais no setor chegou a 3,131 milhões, 2,92% acima de julho de 2025.
O acumulado do ano
De janeiro a julho de 2026, a construção gerou 180.449 empregos formais, contra 177.483 no mesmo período de 2025 — crescimento de 1,67%.
O detalhe está na composição:
- Infraestrutura: 71.711 vagas, contra 57.308 em 2025 — alta de 25,13%
- Construção de Edifícios: 61.589 vagas
- Serviços Especializados: 47.149 vagas
O melhor salário de admissão do país
Um dado que costuma passar batido: o salário médio de admissão na construção em julho foi de R$ 2.634,50 — o maior entre todas as atividades econômicas, acima da média nacional de R$ 2.419,23.
“A dimensão do nosso setor”
Para Eduardo Aroeira, presidente da CBIC, o número mostra o alcance da cadeia produtiva:
“A construção continua demonstrando sua força na geração de emprego e renda. Responder por mais de 20% das novas vagas formais criadas no país em julho mostra a dimensão do nosso setor e sua capacidade de movimentar a economia.”
Ele completou: “Cada novo investimento na construção gera oportunidades, mobiliza uma extensa cadeia produtiva e produz efeitos que chegam diretamente à vida das pessoas”.
O que explica o salto da infraestrutura
Ieda Vasconcelos, economista-chefe da CBIC, aponta a origem do movimento:
“A infraestrutura vem se destacando na geração de novos empregos, com um aumento expressivo no número de vagas em relação ao ano passado. Esse movimento está associado à perspectiva de investimentos recordes no segmento em 2026, impulsionados por novas concessões, parcerias público-privadas e investimentos em saneamento.”
Ela também registrou a ressalva sobre o segmento de edificações: “A Construção de Edifícios também continua gerando novos empregos, mesmo diante de um cenário de juros elevados, mas em ritmo mais moderado”.
Com informações da CBIC e do Novo Caged.